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Marilândia do Sul produz filme
Marilândia do Sul produz filme
Uma luxuosa construção com 2.142 metros quadrados edificada pela família Stalk durante a II Guerra Mundial. Quatro pavimentos e inúmeros aposentos construídos e decorados com todo luxo e conforto: escadarias elevador banheiro em mármore de Carrara vidros franceses lustres tchecos e cortinas da Síria. Todo esse requinte construído em meio à Mata Atlântica no Vale do Ivaí em um lugar quase inacessível na época gera inúmeras hipóteses – como a de que o castelo teria servido de fortaleza de luxo para os nazistas fugidos da Alemanha durante a guerra – e lendas… E também gerou um filme.
“A lenda do Castelo” é uma produção idealizada encenada dirigida e editada por jovens integrantes do grupo teatral “Ultrapasso” de Marilândia do Sul. No roteiro sete jovens que terminaram o terceiro ano colegial decidem passar o fim de semana em um castelo sem autorização dos pais. Durante o dia passeios ao redor do castelo revelam as maravilhas naturais mas ao cair da noite coisas inesperadas começam acontecer.
“É meio sinistro” define uma das participantes do elenco Nayara Pelógia. A trama gira em torno do desaparecimento – um a um – dos jovens que apenas queriam se divertir. O mordomo Alberto personagem inspirado na lenda “real” que envolve a construção é peça-chave do jogo de esconde-esconde que os dois irmãos que conseguem fugir do Castelo Eldorado irão desvendar.
Das telas para vida real e vise-e-versa mistério é o ingrediente principal da história construída ao redor do castelo. Fantasmas e até Hitler e outros carrascos nazistas teriam passado por ali. O fato é que a fazenda possuía 5000 alqueires e ficou conhecida como República do Eldorado. A história “oficial” afirma que a família alemã fornecia caixas para as grandes indústrias de cerveja de nosso país num apogeu que pode ser situado entre 1940 e 1965. Tão grande era a riqueza nos tempos áureos da exploração de madeira que a República chegou a ter uma moeda própria – o Boró – aceita em toda a região e uma pequena cidade se formou no seu entorno.
Hoje a área de 12 alqueires conserva reminiscências da mata nativa e apresenta outras atrações como chalés cascata represas para pescarias e banhos e mirante em cima de uma grande árvore de onde se avistam as cidades circunvizinhas. É também palco de motocross e já foi cenário para ensaios fotográficos.
Salpicado por traços da história do Castelo Eldorado e por conseqüência do município de Marilândia o filme foi gravado e finalizado em dezembro de 2005 estreando na terra natal logo depois “com um público muito bom” como acrescenta Nayara. A idéia bem como o roteiro e a direção do projeto são de Juliano Delecrod. Para ele que agora cursa Educação Artística na Unoeste em Presidente Prudente a estréia foi o final perfeito: “naquele dia tive a certeza do apoio da comunidade no projeto”.
Luzes câmera ação!
Dia 10/12/2005. “E exatamente com umas 19 horas sem parar a gente concluiu as filmagens”. Duas semanas depois: a edição. “Você nem imagina a correria que foi e nós não tínhamos nada profissional tudo era amador” relata Juliano Delecrod lembrando a maratona coletiva do grupo. Dia 21/01/2006: a estréia.
Da largada das idéias aos detalhes da arte final a produção colecionou marcas de esforço. Juliano que cultivou o gosto pela interpretação ao participar do Festival FERA as portas para o mundo audiovisual abriram-se como uma brecha em uma oficina cultural sobre cinema. “Decidi então primeiramente escrever um roteiro de um filme. Foi difícil mas em novembro de 2005 eu concluí e já apresentei esse roteiro para um grupo de amigos que primeiramente ficaram com receio mas depois aceitaram entrar no projeto” conta.
Vieram as dúvidas o trabalho de campo com o levantamento de depoimentos com algumas pessoas que trabalharam no castelo para seu antigo dono (Henrique Stalk) a falta de dinheiro para pagar as filmagens a procura por alguém que fizesse a edição e etc. “Claro nosso filme não é um TITANIC mas é um documentário que ficou marcado na historia de nosso município pois resgatou uma lenda esquecida pela população” conclui Juliano.
“Agradeço ao Juliano por ter me chamado para gravar o filme ele é esforçado e deste o primeiro momento sabíamos que tudo iria ter um final positivo” Declara Cradenil Shibao que fez sua participação no filme com a personagem Heloísa.
Fonte: Tharita Franzini
Obrigado Tharita por esta matéria publicada sobre o filme. Esse foi o maior projeto realizado na cidade de Marilândia do Sul e sem duvidas já ficou marcado na historia do município. E Na próxima matéria vou postar sobre a estréia do nosso segundo filme que ocorreu dia 29/09 e que mais uma vez foi sucesso de publico.
-Juliano Delecrod
Acadêmico em Educação Artística
Comentarios (3)

Ola Juliano,
Adorei seu texto!
Minha familia e de Marilandia do ul, sou neta do Sr. Joao Gois.
Gostaria de saber onde posso encontrar o material produzido por voce. Assim ficaria muito interessante para contar a historia de uma parte da minha infancia que vez ou outra conto a eles, nada melhor que uma producao artistica.
Abracos
Susana
Ola, onde posso conseguir o filme???????
Abraços
Carina
BOA TARDE,JULIANO! Fiquei imensamente orgulhosa ao me deparar com a noticia sobre o seu filme.Nasci , cresci,estudei e trabalhei em Marilandia ; a cultura de um povo deve ser alimentada por açoes brilhantes como a sua.PARABENS A TODA SUA EQUIPE!!! PROFESSORA SUELY.