|
|
|
| |
 |
 |
 |
|
 |
|
| |
|
| |
Apucarana é um município brasileiro do estado do Paraná. Sua população estimada em julho de 2007 era de 118.684 habitantes.
A região onde localiza-se Apucarana foi colonizada pela Companhia Inglesa de Terras Norte do Paraná, a exemplo de Londrina e Maringá.
Os colonizadores teriam chegado por volta de 1930. No ano de 1938, Apucarana foi elevada à categoria de vila. Em 28 de janeiro de 1944, Apucarana foi elevada a município, sendo seu primeiro prefeito o coronel Luís José dos Santos.
Em função do sucesso econômico dos anos 40 a 70, obtido graças aos ciclos madeireiro, cafeeiro e da atividade comercial cerealista, a cidade rapidamente se tornou um centro comercial dinâmico, referência de serviços e comércio de bens de todo o vale do Ivaí (na época uma próspera região agrícola) e dotada de uma ampla rede bancária. A base econômica do desbravamento foi a atividade madeireira, que representou o berço da atividade industrial da cidade e abriu espaço para a agricultura. Como a vegetação nativa era formada por mata Atlântica, rica em madeiras nobres como araucária, peroba, jacarandá, dezenas de serrarias, na época movidas a vapor, instalaram-se na cidade e com isso a migração de profissionais de outros Estados da nação acentuou-se. Daí notamos a presença de imigrantes paulistas, mineiros, baianos e até mesmo alemães, japoneses, ucranianos, poloneses e portugueses, entre outros.
Ao mesmo tempo em que entrava em declínio gradual a exploração da madeira, se instalou a cafeicultura e o comércio de grãos. Nesse momento, o fato de ser muito bem servida de opções de transporte contribuiu estratégicamente para seu desenvolvimento. A cidade servia como um entroncamento rodoviário e férreo, convergindo o transporte da produção agrícola de todo o norte do Paraná para os canais exportadores de Santos e Paranaguá. Em meados dos anos 70, Apucarana contava com uma emissora de televisão, dois cinemas (uma sala de grande porte), sete hospitais ou clínicas, duas emissoras de rádio, dois jornais, uma instituição de ensino superior, uma de ensino técnico, três escolas privadas de ensino médio e ao menos duas públicas também de ensino médio. Chegou a contar com vôos diretos semanais para São Paulo nos anos 60.
|
| Município de Apucarana! |
|
|
|
| Fundação |
28 de janeiro de 1944 |
| Gentílico |
apucaranense |
| Prefeito(a) |
Valter Aparecido Pegorer (PMDB) |
| Localização |
|
|
| 23° 33' 03" S 51° 27' 39" O |
| Estado |
Paraná |
| Mesorregião |
Norte Central Paranaense |
| Microrregião |
Apucarana |
| Municípios limítrofes |
Arapongas, Cambira, Califórnia, Rio Bom, Mandaguari, Londrina e Sabaudia. |
| Distância até a capital |
369 quilômetros |
| Características geográficas |
| Área |
558,388 km² |
| População |
118.684 hab. est. 2007 |
| Densidade |
210,0 hab./km² |
| Altitude |
840 metros |
| Clima |
subtropical Cfa |
| Fuso horário |
UTC -3 |
| Indicadores |
| IDH |
0,799 PNUD/2000 |
| PIB |
R$ 832.930.486,00 IBGE/2004 |
| PIB per capita |
R$ 7.282,00 IBGE/2004 |
|
|
A prosperidade, porém, sofreu um profundo impacto do fim do ciclo cafeeiro, precipitado finalmente pela desastrosa geada de julho de 1975. O fim da atividade cafeeira intensiva desempregou a grande população rural associada a ela, e em poucos anos o núcleo urbano (até então com 60 mil habitantes) quase dobrou de população, chegando a se favelizar.
Pequena demais para receber atenção da esfera estadual e federal, mas desenvolvida o suficiente para atrair a população rural desempregada da região, Apucarana teve de arcar com os custos do êxodo rural da mesma forma que as cidades maiores, mais capazes de absorver população sem seqüelas. No entanto, enquanto Londrina já se valia de suas vantagens de centro urbano de porte médio e Maringá florescia na esteira do ciclo da soja e da agricultura mecanizada, Apucarana, de relevo acidentado, teve de se dedicar a uma agricultura menos rentável, do feijão e do milho, e tentar, sem o devido lastro de investimentos, criar uma base competitiva para a industrialização. O poder municipal concentrou todos seus esforços na criação de redes de amparo social e de núcleos de moradia popular, o que se por um lado pode ser considerado um esforço surpreendentemente bem sucedido de urbanização (não há favelas na cidade hoje), reduziu o apoio às políticas de desenvolvimento econômico.
No exato momento que uma geração de recursos humanos de qualidade estava pronta para retornar à cidade (os primeiros universitários, estudando em São Paulo, Londrina e Curitiba), sua terra natal já não lhes oferecia condições de crescimento proporcionais a seus investimentos. Iniciou-se o êxodo de suas elites para os grandes centros, ao mesmo tempo que um número expressivo de trabalhadores agrícolas emigrava para o centro-oeste brasileiro e para Rondônia. Um ciclo vicioso se estabeleceu e ocorreu uma vertiginosa queda da atividade econômica e da renda per capita. Apucarana perdeu não só importância econômica, deixando de ser atraente para os investidores (mesmo os locais), mas também política, viu a vizinha Arapongas crescer e rivalizar mais concretamente nesses campos. A cidade deixou de eleger diversas vezes representantes na assembléia estadual e poucas vezes contou com deputados federais. Diferente de outras cidades da região, manteve uma grande proporção de residentes oriundos de outras comunidades em relação aos cidadãos natos, uma prova de que manteve uma lógica de êxodo, mais expressiva nas camadas socioeconômicas mais elevadas, associada à constante chegada de novos habitantes. Na última década voltou a ter um ritmo de lenta retomada do desenvolvimento, com alguns sinais de recuperação empresarial e com iniciativas industriais, ainda se situando entre os 20 mais ricos municípios do estado do Paraná. Em termos urbanísticos, tem a melhor infraestrutura entre as cidades do mesmo porte do norte paranaense, um legado de longo esforço de superação e de uma história de prosperidade, que seus habitantes esperam reviver.
|
Clima
- Média anual: 20,3º
- Máxima: 26ºC
- Minima: 14,7º C
- Densidade pluviométrica: 1545mm3 (2003)
Economia
Cidade de destaque nacional como pólo na área de brindes, principalmente na fabricação de bonés, que gera milhares de empregos. Centro de Produção e Industrialização de derivados demilho que abastece diversas cidades do país. Centro de industrialização de couro que gera milhares de empregos, diretos e indiretos e têm seus produtos exportados para diversos países.
Boné
Sendo o destaque da economia do município, o boné, é responsável pela geração de cerca de 4 mil empregos diretos e 5 mil empregos indiretos. Com uma produção de aproximadamente 4 milhões de bonés por mês a cidade é responsável por 80% da produção nacional, consolidando-se como a capital nacional do boné.
Segurança
Sede da 17ª Subdivisão Policial da Polícia Civil do Estado do Paraná e do 10º Batalhão de Polícia Militar do Estado do Paraná. Na esfera militar é sede do 30º Batalhão de Infantaria Motorizado.
Este artigo está licenciado sob a GNU Free Documentation License. Usa material do artigo da Wikipédia "Apucarana".
|
| |
|
|
| |
|
|
 |
|
 |
|
|
|
|
|